São nomeações e intimações, considerações e preenchimento de sistema, prazos, estudos, entre diversas outras atividades da perícia judicial em cálculos trabalhistas que demandam atenção.
No final, muitos desses profissionais se esforçam em prol de um único objetivo: atender às expectativas do juiz.
Mas, será que isso é suficiente?
Não se esqueça que, embora as partes (reclamante e reclamada) estejam cientes de que o cálculo realizado pelo perito judicial em cálculos trabalhistas é imparcial, elas podem pedir impugnação se o laudo apresentado não estiver — ou não parecer — coerente com o que foi decidido.
Então, considerar a expectativa das partes (incluindo os advogados) sobre o serviço do perito é algo inteligente a se fazer, uma vez que a impugnação pode ser evitada e, com isso, o tempo de processo é reduzido — beneficiando até mesmo o perito no recebimento de honorários.
Mas, o que deve ser feito para evitar esse problema? Quais as expectativas do advogado sobre um bom perito judicial em cálculos trabalhistas e como atendê-las? Essas são algumas das respostas que você vai obter neste texto.
Clareza no laudo e domínio técnico: o essencial aos olhos da advocacia
O que o juiz espera do perito judicial em cálculos trabalhistas e o que as partes esperam do mesmo, tem grandes semelhanças.
O juiz, é claro, deseja que todos os direitos devidos apresentados na sentença sejam transcritos em forma de números (valores) pelo perito, além dos resultados estarem dispostos de forma clara e metodológica no laudo pericial.
Embora os advogados das respectivas partes (reclamada e reclamante) desejem legalmente ganhar o processo — almejando tanto o aumento da reputação quanto os honorários a receber ou a porcentagem sobre o valor da causa ganha —, eles têm consciência de que, diferente do assistente técnico, o perito não pode favorecê-los e deve agir de forma imparcial.
No entanto, os advogados, assim como o juiz, valorizam o calculista especialista em processos trabalhistas que apresenta com clareza o seu trabalho.
Neste contexto, não se trata de “suavizar” conclusões ou apresentar resultados matemáticos diretos e objetivos. Significa apresentar o raciocínio de forma compreensível, lógica, fundamentada e segura — com linguagem acessível, mesmo em meio a cálculos complexos.
Portanto, se você deseja atender às expectativas das partes e não só do juiz, mostre como tal resultado foi construído, quais elementos jurídicos foram considerados e, principalmente, deixe evidente que esses elementos estão coerentes com a decisão judicial.
Quando o laudo segue esse caminho, o juiz se sente confiante para dar seguimento ao processo e os advogados, cientes de que o correto foi realizado, evitam impugnações desnecessárias (que podem atrasar, inclusive, o recebimento do perito).
Prazos respeitados e postura profissional
Você já ouviu dizer que o “feijão com arroz bem feito” ainda é o que conquista?
Pois é. O “feijão com arroz” — que é o básico — pode ser identificado em diversas ações do perito, como a sua responsabilidade sobre os prazos — entrega dos laudos ou no esclarecimento após a impugnação — e também na educação que o profissional esboça na sentença.
Quer um contexto para entender melhor cada caso?
Prazos respeitados
O processo trabalhista tem um significado importante para as partes. Tanto o empregador quanto o empregado desejam seus direitos, os quais os impactam de maneiras distintas.
O advogado, além de ter seu próprio interesse financeiro em relação ao encerramento do processo, também deseja levar os devidos direitos às partes, ainda mais quando ele se sensibiliza pela situação.
Quando o prazo do laudo e do esclarecimento é respeitado pelo perito, o processo não tem o seu tempo estendido e todas as partes mencionadas seguem o passo processual programado.
Postura profissional
Como se sabe, as partes podem impugnar os cálculos do perito judicial em cálculos trabalhistas caso haja divergência de resultados. Isso é muito comum.
No entanto, após a impugnação o perito é intimado para prestar declarações às partes, apresentando o porquê o seu cálculo é o correto e apontando o porquê dos cálculos das partes não serem válidos.
Neste momento, o perito deve fazer, novamente, o que é considerado básico: ser educado e sério.
Não veja como algo ruim o “cálculo do profissional de confiança do juiz” ser impugnado, mesmo que você esteja certo dos métodos utilizados e os resultados obtidos. A impugnação é um recurso que faz parte dos processos trabalhistas e não deve ser interpretado como uma afronta.
Portanto, durante o esclarecimento, seja cordial e educado e ético.
Impessoalidade e isenção
Pessoal, a neutralidade pela parte da perícia é essencial. Não se esqueça que o perito não é perito de uma parte, e sim do juízo.
Embora essa frase seja frequentemente dita, além de ser uma premissa para a atuação do perito judicial em cálculos trabalhistas, ainda causa desconfiança em algumas situações práticas.
Por isso, os advogados observam com atenção a forma como o perito se posiciona: ele responde a ambas as partes? Trata os argumentos com equidade? Mantém distância respeitosa e técnica dos advogados que tentam induzir alguma conclusão?
A isenção é uma expectativa clara. E o perito que consegue manter firmeza, ética e neutralidade — mesmo diante de pressões — ganha respeito não só do juiz, mas também da advocacia.
Disponibilidade para esclarecer dúvidas
Sabemos que o laudo é a peça central da atuação pericial e que as metodologias utilizadas podem gerar dúvidas — seja porque o caso é complexo, seja porque há interpretações divergentes.
Nesses momentos, os advogados esperam que o perito esteja disponível para esclarecer, dentro dos limites éticos, eventuais pontos confusos.
É claro que essa disponibilidade não se refere a responder mensagens a qualquer hora ou agir como assistente técnico.
Estamos falando de ser solícito, educado e claro ao interagir com as partes, seja em esclarecimentos formais no processo, seja ao receber os quesitos, seja ao atender solicitações do juízo.
Conclusão: as expectativas dos advogados sobre o perito calculista
No fim das contas, o que os advogados esperam do perito é o que qualquer profissional espera de alguém que vai colaborar tecnicamente em uma causa: clareza, ética, comprometimento e respeito.
Durante a sua trajetória como calculista, você vai se deparar com pessoas que não fazem questão da qualidade do serviço prestado e das consequências que laudos mal elaborados ou de prazos desrespeitados podem implicar.
Esses são os mesmos que reclamam de poucas nomeações e salários baixos, culpando o “mercado saturado” — sendo que anualmente quase 3 milhões de novos processos trabalhistas são registrados.
Ou seja, o perito judicial em cálculos trabalhistas que não considera atender às expectativas dos envolvidos no processo, está suscetível a viver uma carreira profissional estagnada.


