Nomeação ou concurso? Qual a jornada do perito em cálculos?

Nomeação ou concurso? Como começa a carreira do perito em cálculos trabalhistas

Você, que sempre se dedica para concretizar seus objetivos e sonha em colher frutos em uma profissão que traga liberdade financeira combinada a salários que superam (e muito) o que é oferecido no regime CLT: por acaso já ouviu falar sobre a carreira de perito em cálculos trabalhistas?

Muitas pessoas associam o termo “perícia” a uma carreira quase impossível de ser alcançada, principalmente devido aos intensos estudos exigidos para ser aprovado em processos seletivos, como concursos públicos.

Embora a perícia em cálculos trabalhistas requeira uma responsabilidade tão grande quanto qualquer outro tipo de perícia, essa profissão é caracterizada por particularidades que, uma vez desmistificadas, lhe aproximam da sua meta de vida.

Em outras palavras, a oportunidade para você “virar a chave” e contemplar a tão almejada mudança financeira pode estar diante dos seus olhos — exatamente neste texto.

A partir de agora, você vai obter as respostas para questionamentos, como: precisa de concurso para ser um perito em cálculos trabalhistas? Como é a rotina? Vale mesmo a pena investir nessa área?

Mas, antes de entrar na dúvida que dá nome a esse conteúdo, precisamos dar alguns passos para trás e entender o que, de fato, faz um perito judicial em cálculos trabalhistas e como esse mercado funciona.

Entenda o processo trabalhista

Sabe aquele momento em que um trabalhador percebe que não está recebendo o que lhe é direito — insalubridade, décimo terceiro, FGTS, horas extras, rescisão devida, entre outros — e decide processar a empresa?

Neste processo, o trabalhador (reclamante) procura um advogado especializado em Direito do Trabalho, o qual vai analisar o caso para ver se há um fundamento legal para seguir com o processo.

Uma vez identificado o fundamento legal através da história do trabalhador e de seus documentos — holerites, contrato, rescisão, registro de ponto, entre outros —, o advogado elabora a petição inicial.

A petição inicial é o documento que vai ser protocolado na Justiça do Trabalho e contém os fatos e valores que indicam os direitos do trabalhador que foram violados pela empresa (reclamada), pedindo Justiça pelos mesmos.

A partir daí, o processo trabalhista passa por diversas fases: audiência, produção de provas, perícia (quando necessária) entre outros que são explicados no Caminho do Processo Trabalhista, até que ocorre, finalmente, a sentença do juiz.

O que faz um perito judicial em cálculos trabalhistas?

Na sentença, o juiz define o que a empresa deve, por direito, pagar ao trabalhador. Mas, não cabe ao juiz calcular esses valores. É neste momento em que o perito judicial em processos trabalhistas entra em ação e transforma as informações judiciais em valores financeiros.

Assim, pode-se dizer que o perito judicial em cálculos trabalhistas é aquele que processa os dados brutos do processo trabalhista e os transforma em informações técnicas estruturadas, na forma de laudos técnicos, que vão servir de base para a tomada de decisão do juiz.

O perito é o profissional que entende de cálculos?

À primeira vista, este trabalho parece ser realizado por um profissional que realiza cálculos complexos e de maneira responsável, simplesmente. Mas, esse pensamento é insuficiente.

O perito judicial, para realizar os cálculos em processos trabalhistas, deve:

  • Dominar o PJe-Calc — ferramenta desenvolvida pelo Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) com o objetivo de padronizar e facilitar os cálculos trabalhistas dentro dos processos judiciais;
  • Saber como realizar os cálculos necessários sem o auxílio do PJe-Calc (vide o domínio sobre os cálculos trabalhistas);
  • Possuir conhecimento em Direito do Trabalho e Direito Material;
  • Realizar laudos periciais de forma técnica e clara, eliminando as chances das partes (reclamante e reclamada) terem dúvidas que possam implicar na impugnação dos cálculos — rejeição do cálculo por dúvidas que exigem posterior  esclarecimento do perito judicial em cálculos trabalhistas.

Como se tornar perito judicial: nomeação ou concurso?

Essa é uma das perguntas que eu mais recebo dos meus alunos, especialmente dos recém chegados — e a resposta pode surpreender: você não precisa de concurso público para ser perito judicial em cálculos trabalhistas!

O caminho comum para atuar como perito judicial calculista é pela nomeação.

Para isso, o profissional precisa se cadastrar como perito nos sistemas dos tribunais e, a partir disso, pode ser nomeado por juízes para atuar em processos trabalhistas.

Em outras palavras, este trabalho segue o perfil autônomo e eventual, permitindo que você atue caso a caso, receba honorários por laudos entregues e monte a sua própria rotina de trabalho.

Portanto, os concursos públicos existem para área judicial, mas são voltados para cargos efetivos, como o de analista judiciário – especialidade contabilidade, ou contador judicial. Esses profissionais atuam dentro do tribunal, com dedicação exclusiva e remuneração fixa.

os peritos judiciais em cálculos trabalhistas podem ter liberdade financeira e alcançar salários que superam R$30.000,00 por mês, visto que o valor recebido por cálculo realizado pode variar de R$1.500,00 a R$3.000,00.

A jornada do perito autônomo: flexibilidade e independência

Eu sempre reforço para os meus alunos que a flexibilidade e independência da carreira de calculista é algo desejável por qualquer outro profissional.

Quando falamos de perito judicial autônomo, falamos de uma carreira que une liberdade, especialização e impacto real na Justiça.

Trabalhar do seu próprio escritório, organizar sua agenda com autonomia e definir os nichos que deseja atender é sinônimo de liberdade.

E, claro, tudo isso sem desconsiderar os valores significativos ganhos por cálculos, que somados, facilmente superam salários de R$5.000,00 ganhos pelo regime da CLT.

Além disso, é possível atuar em mais de um estado e anualmente são registrados cerca de 2,8 milhões de novos processos trabalhistas. Isso mostra um cenário favorável para você que deseja aumentar mais ainda a sua renda.

E por fim: mesmo quem trabalha com carteira assinada em outro setor, pode atuar como perito. Então, se você ainda não se sente financeiramente confiante para dedicar-se somente à carreira de perito calculista, faça desta uma profissão que lhe garanta uma renda extra, até que chegue o momento de transicionar de carreira por completo, assim como eu fiz.

Como se preparar para atuar como perito judicial?

Se você permaneceu neste texto até o presente momento e despertou interesse em atuar como perito judicial em cálculos trabalhistas, aqui vão algumas dicas especiais para a sua preparação:

  • Conhecimento técnico: domine os tipos de cálculos usados nas ações judiciais. Na área trabalhista, por exemplo, é fundamental entender CLT, convenções coletivas e cálculos de verbas rescisórias;
  • Conhecimento processual: o perito não é advogado, mas precisa entender como funciona um processo, como ler uma sentença e interpretar uma sentença, como responder aos quesitos e como elaborar um laudo técnico bem fundamentado;
  • Formalização: é necessário ter formação adequada reconhecida (especialmente advogado, administrador, contador, tecnólogo em áreas administrativas, entre outros) e registrado no respectivo conselho (CRC, CRA, OAB, entre outros);
  • Cadastro no tribunal: cada Vara Trabalhista requer um cadastro para peritos judiciais em cálculos trabalhistas.  Após se inscrever e apresentar a documentação exigida, você pode começar a ser nomeado.

Conclusão

Nomeação ou concurso? Agora você já sabe: para a carreira de perito judicial em cálculos trabalhistas, a opção é sem concurso, e através da nomeação do juiz.

Portanto, se a sua ideia é construir uma carreira autônoma, com liberdade financeira e com uma progressão expressiva na remuneração, não pense duas vezes: torne-se um perito calculista com o material disponível no Instituto Veritas Perícia.